quinta-feira, 17 de março de 2011

O DIAMANTE VERDADEIRO

Uma nova polêmica toma conta do Twitter esses dias: A notícia de que Maria Bethânia obteve autorização do MinC para captar 1,3 milhão para a produção de um blog caiu como uma bomba nos ouvidos dos menos informados.

Como sempe, o ser humano tem mania de julgar sem procurar entender, e quando a questão é dinheiro do Governo, a coisa ganha uma proporção elevada a décima quinta potência. Então, antes de julgar vamos esclarecer isso tudo:

É importante saber, antes de mais nada que: Maria Bethânia não vai GANHAR R$ 1,3 mihão do Governo. Ele apenas obteve autorização para captar essa quantia.

A partir daí, as empresas interessadas em patrocinar o projeto poderão fazê-lo de forma a receber descontos em seus impostos, de acordo com os parâmetros da Lei Rouanet.

E quem ainda acha que R$ 1,3 milhões é muita coisa para um blog, ainda não sabe que: o que Bethânia pretende é colocar no ar um site literário, e não um simples blog, onde diariamente um vídeo produzido por ninguém menos que Andrucha Waddington, será postado. Video este em que trechos de poesias são declamados com a delicadeza da interpretação da nossa Abelha Rainha.

Já pensaram no custo de produção de 365 clipes?
Na qualidade do material que é produzido por Andrucha e sua equipe?
Que se cada clipe tiver a duração de 1 minuto, no total teremos mais de 6 horas de conteúdo audiovisual gravado, finalizado e editado e isso é 3 vezes mais que um longa metragem cujo custo de produção é consideravelmente muito maior do que o pleiteado pela cantora e sua equipe junto à iniciativa privada?

Se fosse um filme, ainda teríamos que pagar para assisti-lo em uma sala de cinema.

Sem falar que o resultado final será disponibilizado de forma gratuita e democrática na internet. Mídia mais abrangente que essa, só a televisão. Mas que emissora estaria disposta a dispor de 6 horas de sua programação destinada à veiculação de poesias?

Quem já foi a um show de Bethânia e já se emocionou com suas interpretações dos poemas de Fernando Pessoa, não precisa entender de Lei, de Incentivo à Cultura, de Ministério e nem de custos de produção. Essas pessoas sabem que sensibilidade e a beleza não têm preço. E que eternizar esses momentos de forma tão democrática é mais que uma obrigação dos gestores de cultura desse País.

Portanto, parafraseando a própria Bethânia: "Quem quiser beber, beba menos; e quem quiser falar, fale um pouquinho mais baixo."



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